São Coisas Nossas

31/08/2004 12:13
Eduardo Gudin

Ele é um dos meus compositores prediletos aqui de SP.
Tem treze discos gravados, mas a maioria não foi lançada em CD. Eu poderia ficar horas aqui falando sobre suas músicas, lindas, seus discos, impecáveis, mas não há tempo. Então vou colocar um link para o site dele, www.eduardogudin.com.br, não deixem de visitar. E algumas poucas letras, só para homenageá-lo, quando eu estiver com mais tempo vou escrever muitas outras. Detalhe importante: Gudin é um dos donos do famoso e tradicional Bar do Alemão, na Av. Antártica, nas Perdizes (SP). Altas rodas estão acontecendo ali. Às segundas, por exemplo, o grande (literalmente) Arismar do Espírito Santo tem promovido uma noite bem animada, sempre com talentosos músicos dando canja.
Gudin é um luxo!!!!!!



Ainda Mais
Eduardo Gudin/ Paulinho da Viola

Foi como tudo na vida
Que o tempo desfaz
Quando menos se quer
Uma desilusão assim
Faz a gente perder a fé
E ninguém é feliz, viu
Se o amor não lhe quer
Mas, enfim
Como posso fingir em pensar em você
Como um caso qualquer
Se entre nós tudo terminou
Eu ainda não sei, mulher
Mas por mim não irei renunciar
Antes de ver o que eu não vi
Em seu olhar
Antes que a derradeira chama que ficou
Não queira mais queimar

Vai
Que toda verdade de um amor
O tempo traz
Quem sabe um dia você volta para mim
E amando ainda mais.

E Lá se Vão Meus Anéis
(Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)

Lá se vão meus anéis
Diz o refrão
Mas meus dedos são dez
Duas mãos
E a mulher que tu és
Oh, não
Isso não são papéis, não são
Não merece os meus réis de pão
Mete os pés pelas mãos
Todos sabem que o meu coração
É uma casa aberta não sei por quê
Portas e janelas dão pra você
Dão, deram e darão
É porque a chave do meu coração
Somente o teu coração pode abrir
E lá vai meu coração por aí
Mas não perdoa não
E lá se vão meus anéis.

Lá se vão meus anéis
Outros virão
Nas primeiras marés encho as mãos
Mas me pôr aos teus pés
Oh, não
Nem que fosse o que resta então
Nem que virem cruéis os bons
E infiéis os cristãos.

Verde
(Eduardo Gudin/Costa Netto)

Quem
Pergunta por mim
Já deve saber
Do riso no fim
De tanto sofrer
Que eu não desisti
Das minhas bandeiras
Caminhos, trincheiras
Da noite
Eu
Que sempre apostei
Na minha paixão
Guardei um país
No meu coração
Um foco de luz
Seduz a razão
De repente a visão
Da esperança
Quis
Esse sonhador
Aprendiz
De tanto suor
Ser feliz
Num gesto de amor
Meu país
Acendeu a cor

Verde
As matas no olhar
Ver de perto
Ver
De novo um lugar
Ver adiante
Sede de navegar
Verdejantes tempos
Mudança dos ventos
No meu coração.
enviada por Roberta






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